Archive for March, 2009
Para finalizarmos este modal, falarei sobre suas característimas tipos de navios existentes, termos usados neste transporte entre outras informações…
Características deste modal:
- Baixo custo de transporte;
- Alta produtividade nos terminais (antigamente, o navio ficava cerca de uma semana no porto para carregar e descarregar. Hoje este trabalho é feito em horas);
- Maior capacidade de carga;
- Baixa freqüência de embarques;
- É um transporte considerado Terminal-Terminal, sendo necessário um modal complementar (Rodoviário, por ex);
- Pode carregar qualquer tipo de carga (utilizando contêineres especiais);
- É mais exigentes com as embalagens dos produtos transportados;
- Produtos típicos: granéis (sólido e liquido(petróleo, álcool, óleo)), cargas conteinerizadas e cargas gerais;
Ao construir-se um navio, é levado em conta o tipo de carga que será transportada (granel sólido, granel líquido, embalagem fracionada, etc.). Os tipos de embarcações são:
Lash ou porta-barcaça: Foi construído para operar em portos congestiondos. Comporta em seu interior, barcaças com capacidade de 400t cada, as quais são embarcadas e desembarcadas na periferia do porto.
Tanque: Destina-se ao transporte de granéis e líquidos.
Graneleiro: É utilizado para transporte de granéis sólidos.
Sea-Bea: É considerado o navio mais moderno atualmente, pois além de acomodar barcaças pode se converter em um tipo Graneleiro ou até um Porta-Contêiner.
Cargueiro: É o tipo mais convencional. Usado para o transporte de cargas em geral, ele pois possui divisões internas que possibilita colocar diferentes tipos de cargas.
Porta Contêiner: Nele, são transportados apenas contêires que são previamente organizados através de encaixes perfeitos.
Roll On / Roll Off: É o tipo de embarcação mais utilizada para carregar veículos e barcos pois eles possuem rampas que facilitam carregar / descarregar.
Madeireiro: Como o próprio nome já diz, é utilizado para o transporte de madeiras.
Gaseiro: Yes people, há um navio só para o transporte de gases.
Refeer: Embarbação utilizada para levar cargas refrigeradas.
Chemical: Usado para o transporte de produtos químicos e granéis líquidos.
SuezMax: É um tipo de navio petroleiro que carrega cerca de um milhão de barris. Possui este nome peculiar pois através de suas dimensões, é possível passar pelo Canal de Suez.
Abaixo, fotos de algumas embarcaçoes:
O frete marítimo é formado por taxas (cobrado de porto a porto) através do valor, peso ou cubagem da mercadoria. Alguns termos deste modal:
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Prepaid Freight: pagamento do frete no local de embarque;
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Freight Paijable: pagamento do frete feito pelo importador;
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Collect Freight: pagamento do frete poderá ser efetuado em qualquer lugar;
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Armador: pessoa jurídica que faz o transporte;
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Agência Marítima: é o representante do Armador e é responsável por controlar as operações;
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NVOCC (Non Vessel Operator Common Carrier): carregador que não é o proprietário do navio;
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Consolidador de Carga: responsável por consolidar, armazenar e transportar contêineres;
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Transitório: termo usado para logística internacional – operações porta-a-porta;
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Praticagem: Acompanha toda a operação através dos portos;
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Comissário de Despacho: pessoa física que faz o despacho e a liberação da mercadoria;
Categoria de Transporte
- Navegação de Longo Curso: transporte feito entre os portos brasileiros e internacionais;
- Navegação Interior: realizado em hidrovias ou lagos;
Cabotagem
É a navegação entre portos ou pontos do território nacional por meio da via marítima ou até mesmo as vias navegáveis no interior. Não existem normas específicas para o segmento da cabotagem, cada porto possui o seu regime de liberação de carga. Não existe padronização, dificultando, onerando e até inviabilizando a operação.
Características do Transporte Marítimo Internacional
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Necessidade de altos investimentos (navios e portos);
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Responsável por 98% do total das cargas internacionais (toneladas);
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Cabotagem em franca estruturação;
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O contêiner permite um elevado nível de segurança;
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O transporte por contêineres depende muito dos sistemas de transbordos;
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Os portos ainda são responsáveis por atrasos;
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O portos passam a se preocupar com a segurança da carga;
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Domínio de empresas estrangeiras no transporte de contêineres ao longo do curso, partindo ou chegando ao Brasil.
Bom pessoal, finalizamos mais um modal de transporte. Procurei inserir o máximo de conhecimento e informações que venho aprendendo e gostaria muito de trocar informações com profissionais deste meio! Aguardem pois em breve iniciaremos um novo modal aqui no blog
Gostaria de compartilhar com vocês esta novidade: o blog LOGÍSTICA NA VEIA foi convidado a participar de uma página de blogs (de logística, claro) no site da FRETEBRAS.
Não deixem de entrar neste site para conferir o que o site pode oferecer, além de conhecer os outros blog!
Abraços, Erika Belmonte
Dando continuidade ao nosso modal marítimo, este post dedica-se a conhecer um pouco mais sobre os equipamentos de movimentação dos contêineres (tanto no porto quanto em seu transporte).
Os equipamentos aqui mencionados serão: transteiner, guindaste de pórtico, empilhadeira, chassis, spreader e cábrea . Estes equipamentos podem ser ou não motorizados, usados para movimentar cargas intermitentes, em percursos variáveis com superfície e espaço apropriados, na qual a função inicial é transportá-los e/ou manobrá-los. Eles ainda podem ajudar também na administração e organização das cargas em um lugar estipulado. Sua principal característica é o fato de ser bem flexível quanto ao seu percurso e também quanto a carga/descarga. Para mais informações sobre estes e outros equipamentos, visitar o site da Fiesp. Vamos aos equipamentos:

Transtêiner (RTG) - São guindastes de estrutura de pórtico com finalidade de movimentar contêineres em pátios . Eles apresentam um sistema de travessão para movimentar cargas e efetuam translação sob pneus ou trilhos. Este equipamento é utilizado no parque de estocagem para empilhar os contêineres até uma altura máxima de quatro unidades. Caso falte espaço, o transtêiner também possibilita uma melhor administração do espaço.

Guindaste de Pórtico (PGC) - Mais comumente chamado de Portêiner, este guindaste é utilizado para movimentação dos contêineres da costa para o navio e vice-versa. Ele apresente um sistema de travessão para movimentar cargas e efetuar translações sobre os trilhos.

Empilhadeira – Este equipamento é específico para carregar contêineres de todos os tipos e elevá-los a uma altura acima de 15m com até 45 toneladas. Ela permite que haja uma facilidade de movimentação com velocidade, manobrabilidade e precisão.
Spreader – O spreader manuseia com segurança e praticidade os contêineres carregados. Sua estrutura permite que seja carregado qualquer um dos dois tamanhos (20 ou 40 pés) e possui uma capacidade de até 35 toneladas.

Contêiner Chassis – Este equipamento é utilizado para o transporte de contêineres de 20 a 40 pés. É constituído de longarinas tipo I, possuindo travessas e reforços além de ser construído em chapa de aço estrutural de alta resistência.

Cábrea – É um equipamento usado em portos para levantar grandes cargas pesadas e que possui 3 pontaletes unidos no topo onde há uma roldana por onde passa o cabo. Existe também a cábrea flutuante, que tem a mesma finalidade, porém é instalada sob uma embarcação.
Abaixo, uma tabela pronta com informações de utilização sobre estes equipamentos no Porto de Santos (SP). Acredito que através dela, vocês poderão ter uma noção da quantidade e capacidade aproximada de cada um.

Para fechar esta segunda parte “com chave de ouro” segue um video de como funciona (de uma forma geral) estes equipamentos com os contêineres. Lembrando que ainda falta a terceira e última parte sobre o Modal Marítimo, abordando sobre suas características de transportes e muito mais! Aguardem ! Ah, e não deixem de colocar seus comentários, afinal são com as críticas construtivas e sugestões que conseguimos melhorar e crescer
Aproveitem o video e não deixem de assisti-lo!
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Antes de falarmos sobre como este modal funciona, gostaria de expor todos os tipos de contêineres e suas principais características. Ainda falarei nos próximos posts sobre Equipamentos de Movimentação e também sobre o modal marítimo em si.
Contêiner (em inglês, container) “quer dizer” recipiente/caixa. “Trata-se de um recipiente de metal ou madeira, geralmente em grandes dimensões destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios/trens/caminhões. É também conhecido como cofre de carga pois é dotado de dispositivos de segurança previstos por legislações nacionais e por convenções internacionais.” - definição retirada da Wickipedia . Vamos então aos tipos de contêineres:
TAMANHOS:
Contêiner 20 pés – 8×8x20 ft. – É utilizado para qualquer carga seca normal, como bolsas, pallets, caixas, tambores, etc. Capacidade: 33.1 m3 (20 toneladas)
Contêiner 40 pés – 8×8x40ft. – É utilizado para qualquer carga seca normal, como bolsas, pallets, caixas, tambores, etc. Este é o tamanho mais utilizado por ser o tamanho que cabe em uma carreta. Capacidade: 62 m3. (30 toneladas)
TIPOS:
Contêiner Dry-Box - É o contêiner mais utilizado e o primeiro a ser criado. É usado para cargas secas gerais como alimentos, roupas, móveis, etc. Capacidade: 22 toneladas

Contêiner Ventilado – Este contêiner é equipado com portas ventiladas nos finais ou nas laterais e são muito utilizadas para aquelas cargas que requerem proteção contra avaria de condensação, como cacau, cebola, alho, fumo, café, entre outros. Seus ventiladores funcionam como um efeito chaminé na qual aspira-se o ar fresco e expele-se o ar saturado. Capacidade: 26 toneladas

Contêiner Bulk (Graneleiro) – É um contêiner fechado em quase sua totalidade, com aberturas apenas no topo. É muito usado para transporte de cargas como produtos agrícolas. Capacidade: 37.5 m3
Contêiner Open Top – É um contêiner sem teto ou com uma tampa de abertura no teto. É utilizado para transportar cargas com dificuldades de entrar pela porta dos fundos por conta de sua altura. Também usado para carretos pesados com materiais desajeitosos, na qual torna-se mais difícil o carregamento ou descarregamento da carga pelas laterais. Neles são transportados máquinas para construção, barcos, vidro, tora de madeira, etc. Capacidade: 22 toneladas

Contêiner Open Side – Este tipo de contêiner não tem uma parede lateral (ou possui abertura para as mesmas) pois é um contêiner adequado para aquelas cargas que excedam a sua largura. São transportados peças grandes como máquinas, granito, madeira, etc. Capacidade: 33,28 m3.

Contêiner Refrigerado – Este tipo de contêiner possui encaixe para gerador de energia, chão de alumínio, portas de aço reforçadas além de ser revestida em aço inoxidável. Ele dá vida longa às cargas perecíveis, podendo chegar a 20º negativos dentro do contêiner, mesmo que fora esteja 40º positivos. Este contêiner torna-se ideal para cargas transportadas como carne, leite, sucos, frutas, peixes, etc. Capacidade: 25 toneladas.

Contêiner Tanque – É o tipo de contêiner que é utilizado para o transporte de carga líquida, podendo ou não ser perigosa como por exemplo, produtos inflamáveis, químicos, sucos, etc. Capacidade: 19 toneladas.

Contêiner Flat Rack (cargas especiais) – Contêiner sem paredes laterais e sem teto. São ideais para transportar cargas de tamanhos irregulares e formas diversas como máquinas, aparelhos de ar condicionado, barcos, geradores, tanques, caminhões, veículos, etc. Capacidade: 25 toneladas.
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Contêiner Plataforma – Possui as mesmas características e materiais transportados do contêiner só que este possui apenas o piso (sem as laterais).
Movimentação de Contêineres nos Portos Brasileiros (1997-2007)
Consegui esta tabela em um excelente site de logística: LOGÍSTICA E TRANSPORTES!

Bom pessoal, aguardem que ainda esta semana teremos a continuidade sobre este Modal ! Fiquem a vontade para colocar suas críticas/comentários/dúvida, etc.
Seguindo em nosso bloco de informações sobre Transporte e Multimodalidade, vamos seguir no Modal Hidroviário – Fluvial. Esta é uma outra opção existente, porém pouco utilizada. Para ele, existem diversos nomes (todos sinônimos), como via navegável, caminho fluvial, caminho marítimo, aquavia ou mais conhecida como hidrovia.
Mas o que são as hidrovias? Hidrovias são caminhos pré determinados para o tráfego aquático. É muito utilizado para realizar transporte em grandes quantidades e em longa distância, principalmente por ser mais barato que ferrovia (países desenvolvidos). Mas este meio de transporte não é muito utilizado aqui no Brasil, mesmo havendo grandes bacias hidrográficas e isso se deve pelas rodovias construídas com o intuito de baratear o custo do transporte, inviabilizando um pouco o uso do modal fluvial.
Nosso país possui aproximadamente 4.000km de costas navegáveis e milhares e milhares de quilômetros de rios. O Brasil é a 10ª economia mundial mas ocupa apenas o 65º lugar em competitividade de exportação. Em parte, isso ocorre devido ao sistema de transporte mal planejado e a falta da multimodalidade. As vantagens de se usar a hidrovia como meio de transporte são bem visíveis: para cada tonelada de soja transportada, gastam-se US$ 8,00 na hidrovia, US$ 16,00 na ferrovia e de US$ 30,00 na rodovia. Estas medidas valem para praticamente todos os produtos. Além disso as embarcações não tem a mesma frequência de desgaste e acidentes, como nas rodovias. No Brasil, as hidrovias não movimentam nem 1% do
total de cargas transportadas. Cerca de 43 mil km de rios são navegáveis mas somente 10 mil são utilizados.Vamos conhecer estas hidrovias e quais suas características principais:
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Hidrovia Taguari-Guaíba: com relação à carga transportada, esta é considerada a principal hidrovia, possuindo inclusive terminais que ajudam no transbordo de cargas.
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Hidrovia do Madeira: Afluente do rio Amazonas, o rio Madeira possui 1.056km de extensão e esta hidrovia ainda possibilita a navegação noturna.
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Hidrovia São Francisco: É a opção mais econômica de ligar o centro-oeste e o nordeste, possuindo cerca de 1.371km navegáveis. É importante reforçar que o rio São Francisco é considerado destaque no transporte aquático nacional.
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Hidrovia Tietê-Paraná: Pois é gente, o mesmo rio que é extremamente poluído aqui em São Paulo, no interior é super limpo e perfeito para navegação, lazer e pesca. Ele possui 1.250km de extensão sendo 450km no tio Tietê e 800km no rio Paraná. É um grande gerador de energia elétrica e que trouxe o progresso, mas não é tão navegável quanto os demais.
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Hidrovia Araguaio-Tocantins: durante as cheias, o rio Tocantins passa a ficar com 1.900km e o Araguaia fica com 1.100km. O rio Tocantins no estado do Pará, no trecho que se estende desde o sopé da barragem até a sua foz, em uma extensão de 250km, é navegado por classe diferente de embarcação, de maior porte.

Mas por que a hidrovia não funciona direito no Brasil? Infelizmente nossa frota é muito antiga, a falta de oferta e regularidade é muito grande além de não haver muito espaço nos estaleiros nacionais. Como podemos imaginar também, as leis são bem incompletas, o que torna o processo mais burocrático, causando um descrédito sobre a capacidade e eficiência das hidrovias.
Características importantes do transporte hidroviário:
- Produtos típicos transportados: granéis (baixo valor agregado) e não perecíveis;
- Baixo custo de transporte, quando em grande quantidade;
- Mais seguro;
- Eficiência na carga e descarga;
- Necessidade complementar de transporte (Ex: do Rio Tietê para o Porto de Santos;
- Risco de acidente das embarcações;
- Os caminhos da hidrovia já foram desenhados pela natureza;
- Tamanho do comboio a ser analisado – transposição de canais e eclusas, desmembramento e gabarito;
- Utilizado mais através de serviço com terceiros do que com serviços próprios;
- Poluição ao meio ambiente – além das embarcações acabarem poluindo muito, a construção de eclusas faz com que o ecossistema seja alterado – entretanto ele é o menos poluente;
- Privatização das UHE (Usinas Hidrelétricas) – regularização da vazão;
- Sinalização, calado e percurso noturno;
- Não abrange o país inteiro
Características desejáveis para este modal:
- Realização de tratamentos da água dos rios e lagos;
- Boa manobrabilidade;
- Ampla visibilidade;
- Em casos de necessidade, recursos para desencalhe.
Cenário Mundial
- 11% da demanda do transporte de cargas da Europa Ocidental é feita através de vias navegáveis;
- Na Europa, mais de 400 milhões de toneladas de produtos são transportados anualmente em mais de 26 mil km de hidrovias.
- Nos EUA, mais de 1,5 bilhões de toneladas de produto são transportados anualmente nos mesmos 40 mil km de hidrovias que o Brasil possui.
Eclusas
A eclusa é uma obra de engenharia que faz com que em uma construção seja possível que barcos subam o desçam os rios/mares em locais onde há desníveis (corredeiras ou quedas d´agua). No Brasil, temos aproximadamente 18 eclusas em quase todas as regiões do Brasil. Segue abaixo um vídeo que mostra o que é uma eclusa e como ela funciona detalhadamente:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=FCoMjugS028&hl=pt-br&fs=1]
Bom pessoal, espero que todos vocês tenham gostado de mais esta parte sobre Transporte e Multimodalidades. Alguns dados deste post foram tirados de uma apresentação muuuuito boa sobre o Transporte Hidroviário feito pela UFPR. Estejam a vontade para fazer comentários e caso alguém queira colocar algum complemento para este assunto, just do it!!!
Depois de uma breve pausa com os posts (período de provas na pós), volto agora trazendo um novo bloco de informações a respeito de Transporte e Multimodalidades, sendo o primeiro deles a respeito do Modal Dutoviário como vocês verão logo em seguida. Ao longo deste mês, vocês acompanharão as características, diferenças e curiosidades dos mais variados modais existentes: aéreo, rodoviário, hidroviário, marítimo e ferroviário.
Aproveito para agradecer a dois professores da USP que me proporcionaram um grande aprendizado relacionado a este assunto, ministrando com tanta excelência, dedicação e propriedade: Prof. Dr. Nicolau Gualda e Prof. Dr. Cláudio Barbieri da Cunha. Aos que quiserem fazer um complemento sobre este assunto e/ou comentar, estejam a vontade!!!

Dutos são tubulações desenvolvidas e construídas de acordo com as normais internacionais de segurança para transportar petróleo e seus derivados, álcool, gás e produtos químicos diversos por distâncias especialmente longas, sendo portanto chamadas de oleodutos, gasodutos, minerodutos, adutores ou polidutos. Os produtos transportados por oleodutos são: petróleo, óleo, combustível, gasolina, diesel, álcool, GLP, querosene, nafta e outros. Seu grande representante no Brasil é a Transpetro, empresa subsidiária integral da Petrobrás que opera onze mil quilômetros de oleodutos e gasodutos. A propósito, os gasodutos são àqueles onde são transportados gás (como o próprio nome já diz). Uma observação à parte, o Gasoduto Brasil-Bolívia (também conhecido como Gasbol, transportado pela TBG) é considerado um dos maiores do mundo, com 3.150km de extensão e passando por aproximadamente 135 cidades, além de contar com um monitoramento de 24h por dia via satélite. Já os polidutos por definição, são capazes de transportar mais de um produto. Com isso, é prudente tomar a melhor decisão de qual produto transportar em determinado momento, ou seja, de como os produtos são sequenciados dentro do poliduto. As adutoras são as tubulações utilizadas para transporte de água potável, tanto a partir da coleta para tratamento, quanto para distribuição à população.
Histórico:
Encontrei em um trabalho feito por alunos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, um histórico sobre este modal e resolvi adicionar neste post:
- também mostrou-se ineficiente;com o rápido aumento da produção petrolífera o transporte fluvial. Imaginou-se, então, que o petróleo poderia ser levado dos poços aos pontos de embarque através de tubulações, como já se fazia com a água.
- Em 1865 foi construído na Pensilvânia (EUA) o primeiro oleoduto com 2 polegadas de diâmetro feito de ferro fundido com extensão de 8 km e ligava um campo de produção a uma estação de carregamento de vagões;
- Em 1930 teve início o transporte de produtos refinados entre a refinaria de Bayway (Nova York) e Pittsburgh;
- No Brasil, a primeira linha entrou em operação em 1942 na Bahia, tendo diâmetro de 2 pol e 1 km de extensão ligando a Refinaria Experimental de Aratu e o porto de Santa Luzia.
Abaixo, um mapa do sistema dutoviário dos Estados Unidos.

Tipos de Dutos:
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Dutos Subterrâneos: são aqueles que foram enterrados para não ficarem vulneráveis a acidentes causados por máquinas agrícolas, curiosidade e vandalismo de moradores próximos à linha dutoviária (eu também não acreditei quando estudei e fiz a pesquisa a respeito!!!);
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Dutos Aparentes: são aqueles visíveis, mais comumente localizados nas entradas e saídas das estações de bombeio além de carregamento e descarregamento;
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Dutos Submarinos: são aqueles onde a maior parte da tubulação encontra-se submersa – mais utilizados por transporte de petróleo das plataformas marítimas.
Características do Dutoviário:
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Existe menor possibilidade de perda ou roubo do produto;
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O processo de carga e descarga é simplificado;
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Podem dispensar armazenamento;
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O acionamento para impulsão do produto é feito por motobombas elétricas, o que elimina problemas de emissão de gases;
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Fácil de ser implantado, com alta confiabilidade, baixo custo operacional e pouco consumo de energia;
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O elemento de transporte é fixo enquanto a carga é que se desloca, reduzindo risco de acidentes;
Pontos positivos e negativos:
- Existe pouca flexibilidade quanto aos seus produtos;
- Opera 24 horas por dia, 7h por semana – demonstrando portanto uma alta efîciência;
- Não tem problemas de retorno (contêineres);
- Alto custo fixo e baixo custo variável;
- Possíveis acidentes ambientais (vazamento de óleo combustível por duto – Campinas 1990);
- Rede de dutos brasileira é muito pequena se comparada com a americana (cerca de 40x menor);
- Preço do transporte dutoviário ainda é muito caro aqui no Brasil – US$ 28,00 x US$ 9,37 nos EUA;
- Pequenos volumes e alto custo do capital (podendo ser a causa dos altos valores).
Para que fique representado, segue abaixo um mapa de todos os dutos brasileiros localizados em suas respectivas regiões. Notem que a linha vermelha é a maior delas, representando o Gasbol que conecta Brasília-Bolívia através deste modal dutoviário.




